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quinta-feira, 20 de outubro de 2016

RACIONALIZAÇÃO DE ÁGUAS NO RIO JAGUARIBE



Causa indignação que, intencionalmente, imponderadamente até, e pela já peculiar falta de zelo para com nossas comunidades, em especial da área rural, mais uma vez fatos aconteçam que deixam perplexos a todos que prejudicados, direta e indiretamente, e dai terem que recorrer, gritar para fazer valer seus direitos. O sério problema hoje enfrentado pela população ribeirinha, à margem do Rio Jaguaribe - de Botica (Quixeré) a Itaiçaba - merece lugar de destaque na Imprensa para que toda sociedade se posicione e que clame em favor dos nossos pequenos produtores rurais. Simplesmente cortaram o fluxo das águas que imprescindível à subsistência dos moradores dessas áreas, deixando-os sem água até para beber, além de terem dizimados seus rebanhos por falta de abastecimento desse líquido indispensável à vida dos animais, o que é obrigatório por lei enquanto houver água disponível. Alguém indagará para que fins então foi bloqueado o fluxo das águas? Preferencialmente para irrigar milhares de hectares na Chapada do Apodi, Chapadão de Russas e até indústrias de Fortaleza com água provinda do Castanhão. O bloqueio injustificado das águas se verifica em longo trecho ocupado por milhares de ribeirinhos. Isto é de fácil constatação posto que além da verificação ”in loco” e fotos, pode-se confirmar também pelos registros do fato constar de atas do Comitê da Bacia do Baixo e Médio Jaguaribe. Há, por conseguinte, o assentimento das autoridades competentes. A quem mais imputar a culpa por esse desatino? Por que não a RACIONALIZAÇÃO IGUALITÁRIA, em dias alternativos, onde todos fossem atendidos mesmo que precariamente? Por que só a alguns o privilégio e os outros a amargura dos prejuízos irrecuperáveis que decorrerão, inclusive atingindo a área urbana de Russas e outros municípios?
Em justo desespero, os ribeirinhos prejudicados, constituído de pequenos e médios produtores que já padecem da cruel seca que assola todo o Estado, ainda são privados de água que indispensável até para que possam sobrevier e manter seus pequenos rebanhos. E tudo para que interesses econômicos prevaleçam e assim mantenham lavouras e até pastagens a custo da desgraça de outrem. E aqui a pergunta que não quer calar: O que fazem os políticos - Prefeito e Vereadores nossos, por que não se mobilizam contra esses desatinos? E os deputados que aqui tiraram votos e só aparecem nas eleições? É hora de convocar a todos para que, unidos com a classe produtora encontrem saídas factíveis. Já não bastam as negligências de Governos federais seguidos - das mentiras da transposição que se arrastará, politiqueiramente, até as próximas eleições em 2018 com novas e infindáveis promessas - e outras negligências também do Governo cearense, haja vista que estamos padecentes de uma seca que já perdura por SEIS anos (talvez a maior da nossa história), sem que tenhamos contornado ou minimizado o problema? Vamos amigos e humildes produtores, unam-se e através de suas entidades representativas façam valer seus direitos. Recorram à Justiça como a mais segura das alternativas e invoquem até o Art. 225 da Constituição Federal. Que todos que estão sendo prejudicados pelos desmazelos governamentais (daqueles quem têm obrigação de zelar pelos interesses da população) atentem para mais esse evento e, na época oportuna, recordem-se bem dos nomes dos que dizem lhes representar, mas que se demonstram omissos e coniventes com essa situação calamitosa. Que aos prejudicados lhes seja dada a atenção cabida, posto que justa, e que RACIONALIZEM a água o quanto antes, é a expectativa de nossa sociedade!
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quarta-feira, 11 de novembro de 2015

SECAS - TIREM SUAS CONCLUSÕES




Prezado(a) JOSÉ HILDEBERTO JAMACARU DE AQUINO,

Sua manifestação foi registrada com sucesso no Sistema de Ouvidoria-SOU do Governo do Estado do Ceará - DATA DE REGISTRO - 16/10/2015 – PROTOCOLO 0625919 MANIFESTAÇÃO - Russas (CE), 16 de outubro de 2015 Governo do Estado do Ceará Excelentíssimo Governador Dr. Camilo Santana, ESCASSEZ CRÔNICA DE ÁGUA NO CEARÁ – SUGESTÕES/SOLUÇÕES – Sugerimos que se analise a possibilidade de em lugar de onerosas construções de açudes de grande e médio porte fossem construídas pequenas barragens ao longo dos cursos dos rios e riachos do nosso Estado. Com isso diminuiríamos inversões de valores substanciais nas construções de obras gigantescas que terminam por concentrar e restringir a expectativa de aporte de água somente nesses reservatórios, enquanto pequenas outras localidades ficam privadas desse benefício. Teríamos assim substancial melhoria dos lençóis freáticos nas localidades, alimentando poços profundos e pequenas cacimbas; evitaríamos desperdício de água (onde cerca de 70% evaporam e/ou escoam para o mar) e também preservação das vegetações às margens desses cursos naturais de água. Outro aspecto a destacar é que com isso populações ribeirinhas inteiras seriam agraciadas com mais uma opção de lazer tão escasso no nosso interior do Estado. Paralelamente, as leis sobre o uso indevido e impunido das margens desses mananciais deveriam ser mais rigorosas e observadas já que se registram abusos com sérias consequências ambientais e tudo passa despercebido ou as autoridades competentes negligenciam. O que falta ao Estado nessa abordagem, e de há muito tempo, sem prejuízo das oportunas providências já adotadas, notoriamente pelo vosso governo, é uma visão mais técnica, racional quanto simplista em busca de soluções que acarretem resultados mais eficazes e a um custo menor de um dos maiores e sérios problemas do Ceará – escassez de água. Respeitosamente, José Hildeberto Jamacaru de Aquino Crato/Russas (CE)



Prezado(a) JOSÉ HILDEBERTO JAMACARU DE AQUINO, segue a resposta de sua manifestação criada no Sistema de Ouvidoria - SOU com o protocolo de nº : 0625919 .

Resposta.

Prezado Cidadão O abastecimento de água às populações do Estado do Ceará há mais de um século é feita intensamente por mananciais artificiais denominados açudes. Na década de 50 foi iniciada a construção de açudes estratégicos de porte significativos como: Araras na região norte do Estado, Banabuiú no Sertão Central, Orós no Alto Vale do rio Jaguaribe, Aires de Sousa, Poço do Barro, Riacho do Sangue e muitos outros. Somando-se a estes maiores foram construídos uma significativa série de açudes de porte médio e pequenos. Na década de 90 no final do século passado, foi construído o maior manancial do Estado que é o açude Castanhão, somando-se a este foram construídos vários açudes de porte significativos como os açudes Pacajus, Patu, Trussu, Arneiróz, Figueiredo etc. A gama de reservatórios construídos no estado com dimensão grande e médio praticamente já preencheram os espaços hídricos apropriados para implantação destes empreendimentos. Hoje, no Estado, tem-se uma quantidade muito pequenas de vazios hídricos com contribuição hidrológica adequada para construção de açudes de porte médio. Portanto, o cenário futuro do Estado quanto a construção de açudagem, com poucas exceções, conforme relatado acima será direcionado as lacunas hídricas de pequenos porte, até porque a malha hidrográfica do estado não comportará mais grandes barramentos. Convém ressaltar que, perante a pouca intensidade pluviométrica registrada nos últimos quatro anos, somente os reservatórios de porte significativos continuam resistindo o abastecimento do Estado. O Estado vem, também, aportando soluções técnicas de grande eficácia não só para atender as comunidades do meio rural com também sedes Municipais e Distritos como a perfuração de poços bem como implantação de dessalinizadores em poços com altos teores de salinidade. Soluções essas, que vem respondendo as demandas de abastecimento dessas populações nesse período crítico de estiagem em que o nosso Estado atravessa. Goretti Ximenes Ouvidora da Secretaria dos Recursos Hídricos – Fortaleza-CE, 27/10/2015

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

ALIENAÇÃO E MANIPULAÇÃO HUMANA


Vivemos em um mundo em que alguns (uma minoria, felizmente), regozijam-se das descobertas científicas insignificantes enquanto a maioria padece do descuro generalizado para com a raça humana. Eis que a NASA informa (maioria das vezes através de ilustrações montadas, atentem!) que descobriu e fotografou um planeta “parecido com a Terra”, possivelmente habitável e que fica a milhões de ano-luz de onde afirmamos “viver” - Se tivéssemos que viajar em uma nave mesmo com a velocidade da luz gastaríamos milhares de anos para lá chegar. E os jornais estampam como notícias “verdadeiras” e “significantes” para a humanidade - “Estamos próximos de descobrir as nossas origens...” Será que já não nos bastamos e ainda queremos poluir mais ambientes no Universo e que a Natureza se encarregou de torná-los inabitáveis justamente para evitar que por lá pisássemos e o contaminássemos (em especial se os povoássemos com políticos da estirpe da qual estamos acostumados a ver aqui no Brasil  - que bom se pudéssemos deportá-los em uma nave espacial sem retorno!)? Já outros encontram fósseis com presumíveis anos de existência (dinossauros que a própria natureza cuidou de extinguir; ossadas de cobras com pés; até espermatozoide mais antigo do mundo... etc.) e nos deslumbramos e nos envaidecemos e “engrandecemos” como seres ditos privilegiados – a raça humana. São astros que pela distância não temos como jamais alcançá-los quanto mais termos possibilidades de habitá-los. São restos mortais de espécies extintas pela Natureza, sem mais valia alguma em qualquer área, mas que insistimos em desenterrar em nome da conhecermos a “origem da humanidade” e avançarmos no “aprimoramento científico”.
Quanta impropriedade, quanta falta de bom senso e humanismo! Enquanto se gastam bilhões de dólares em viagens e pesquisas espaciais (e outras) que até agora trouxeram (se é que trouxeram) irrelevantes benefícios à humanidade, aqui na Terra esquecida, maltratada não debelamos sequer a fome; não acabamos com a miséria e com o desmatamento que só crescem incontrolavelmente; ultimamente quase não temos água para subsistir; não curamos uma simples gripe e doenças mais graves como câncer e AIDS etc. Tais descobertas são embustes e instrumentos alienatórios propositais para encobrir nossa dura realidade e incompetência cientifica humana.
Cuidemos prioritariamente da descuidada Terra planeta que habitamos e de nós seres ditos humanos - “homo sapiens” (hoje em dia, também “mulher sapiens” – Dilma Rousseff [SIC]) - e da fauna e flora que ainda restam posto que já quase dizimados pelas bestialidades e negligencio humanos! 
José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

COLAPSO HÍDRICO - CONVULSÃO SOCIAL?



Os quase extintos reservatórios, que já de capacidades limitadas, ainda resistem, mas... até quando? E quando secarem definitivamente o que ocorrerá com a população e quais atitudes tomarão os que iludidamente (em especial em época de eleições) acreditaram nos inertes, relapsos e até caloteiros políticos? Não que a culpa seja exclusiva deles, políticos, mas se lhes faltou proatividade, medidas cautelares mesmo sem que fossem tão pessimistas e esperassem o pior, mas o fenômeno (mesmo não confirmados pelos nossos precários órgãos meteorológicos e os demais gestores de água oficiais), já era previsível, alertado inclusive em relatório da ONU e está ocorrendo, em grandes proporções e sem perspectivas de reversão que não seja a hoje não tão convicta fé do povo e, talvez nem isso - os tempos mudaram! Tem ministro que afirma que “Deus é brasileiro...”. Pois sim! Ministro, Ele, ainda que fosse, de há muito se afastou daqui e nos deixou na dependência de maus políticos, de todos os partidos e sob todos os aspectos, aqueles que apenas lutam por cargos e benesses no seu exclusivo interesse.
Bilhões (não nos referimos aos desviados da Petrobrás que foram para o bolso dos ladrões) foram gastos nas tais “Arenas” e outros “benefícios estruturais” (tentando revigorar um futebol decadente e medíocre e que, na atual conjuntura, é um dos instrumentos de alienação do povo, como o é o Carnaval), meros atos de ostentação politiqueira para aparição nos holofotes midiáticos, nossos e do exterior, enquanto as obras essenciais, prioritárias – transposições, reservatórios, usinas hidroelétricas, hospitais, escolas e tantas outras foram descuradas, negligenciadas e colocadas em planos secundários ou até mesmo reconhecidas como irrelevantes. Essa é a visão medíocre e perpetuada dos que governam o País enquanto o povo padece calado!
Não visualizemos apenas a região Sudeste por ser mais destacada pela Mídia. Vários estados do Nordeste e em especial aqui no Ceará, já temos mais de 35 cidades em situação crítica, calamitosa, já com racionamento de água e clamando por providências. Quando foi que algum desses relapsos, inclusive os caloteiros eleitorais maiores que ocupam a Mídia em escândalos sucessivos levantaram a bandeira e diligenciaram providências que, a nosso incipiente entender, indispensáveis, inadiáveis e já tardias em muitos casos? Esperarão pela reação mais contundente do povo? Isto é temeroso!
José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO
hildebertoaquino@yahoo.com.br
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domingo, 1 de dezembro de 2013

NOSSOS BEIJA-FLORES



Por onde andam nossos beija-flores? Não recordamos quando os vimos pela última vez..., faz tempo. Ágeis, com movimentos exclusivos como o de voar para trás, de raríssimas penugens, um dos mais belos exemplares da natureza. Por tão coloridos parecem com os nossos tabletes, smartphones, mas com uma sutil diferença: eles têm vida, não são áridos, estáticos, sem calor que só peculiar aos seres vivos. São verdadeiras organizações de células que nascem, promovem a vida e morrem. Possuem DNA e são capazes de se reproduzir, gerar entes semelhantes. Agem com independência e para se mostrar não precisam de estímulos. Sem que ninguém lhes recomende sobre preservação do meio ambiente, em especial das florestas, eles as plantam e revitalizam com maestria, todos os dias, ao polinizar e gerar mais vidas, apenas com os seus bicos que nos parecem frágeis, mas que são instrumentos de promoção de vidas e sustentáculos de milhões de seres, com efeitos extremamente benéficos a nós seres humanos, “donos” do planeta... Nós, que nem sempre construímos algo edificante e, ultimamente, sequer reconhecemos os seres que verdadeiros construtores da humanidade, os mais dignos merecedores de nosso preito. Mas por que desapareceram, será só por causa do “Nim” (planta indiana introduzida no Brasil a qual atribuem efeitos maléficos ao nosso bioma) ou porque devastamos e poluímos em demasia, ou talvez porque não temos mais razões para deles nos importar? Não sabemos se aos atuais observadores da natureza (se ainda existem) se lhes é permitido distinguir uma espécie nobre quanto essa nem que pra isso sejam forçados a despregar os seus olhos já secos, já avermelhados por tempo demasiado de fixações nas telas dos seus tabletes, smartphones e outras peças sedutoras, cativantes, escravizadoras que o mundo moderníssimo nos brindou. Um levantar de olhos para contemplar a natureza que nos rodeia parece-nos mais difícil do que o manuseio dessas peças complexas, intrigantes, embora úteis se comedidamente usadas. Será que o Einstein tinha razão ao afirmar (ou quase isso): “Temo o dia em que a tecnologia ultrapasse a interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas – Albert Einstein.” Será?

José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO
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terça-feira, 20 de março de 2012

DIA MUNDIAL DA ÁGUA


Há dias comemorativos que são instituídos apenas para atender exclusivamente aos interesses comerciais. Dia das Mães, Dia das Crianças e tantos outros mais. Mas há também aqueles que são concebidos conscientemente e têm como propósito servir como um sistemático alerta sobre algo de grave que aconteceu e não deverá ser repetido, ou que poderá acontecer se não nos precavermos, ou ainda que reverenciem algo de elevada importância pelo seu legado à humanidade, como é o caso da água, e daí e entre tantos advir a justa e oportuna comemoração em 22 de março do “Dia Mundial da Água”.
Atendo-se somente a estatísticas, não custa nada relembrar: Água é a essência da vida! Todos os seres vivos contém água. Somos 70% de água no corpo humano e na medida em que envelhecemos esse percentual diminui até chegarmos em torno de 40%. Passamos até cinco minutos sem respirar, 35 dias sem se alimentar, mas não passamos de cinco dias sem água. Em uma gota d’água podem existir 50 mil espécies. Dados apontam que 97,6% das águas encontram-se nos mares e oceanos. Dos 2,4% restantes, apenas 0,02 são potáveis e estão disponíveis em rios e lagos prontos para consumo, e o restante 2,38% em aquíferos e rios subterrâneos ou se encontram em geleiras e outros locais. Elencar todos os benefícios e dados da água não seria desperdício, mas demandaria muito tempo e espaço – não só um dia, não só um livro.
Dada a sua importância, institui-se a “Declaração Universal dos Direitos da Água” no qual estão contidos os seguintes preceitos: Que devemos ser responsáveis pela economia de água; Que é um patrimônio mundial que todos nós somos responsáveis pela sua conservação; Que a água potável deve usada com economia, pois os recursos de tratamento são lentos e escassos; Que o equilíbrio do planeta depende da conservação dos rios, mares e oceanos bem como dos ciclos naturais da água; Que devemos ser responsáveis com as gerações futuras; Que precisamos usá-las tendo consciência de que não devemos poluí-las ou envenená-las; Que o homem deve ser solidário, evitando o seu desperdício e lutando pelo seu equilíbrio na natureza. A ONU quis assim obrigar todos nós a sermos responsáveis pela qualidade e manutenção, objetivando a melhoria de vida no planeta. Corretíssima!
Já alguns organismos fazem previsões até alarmantes, por vezes catastróficas sobre a água se não atentarmos enquanto é tempo. Dizem que em 2050, 45% da população não contarão com a porção mínima indispensável à sua sobrevivência. Hoje somos uma população de sete bilhões de pessoas e ao atingirmos os 10 bilhões teremos o caos. Cogita-se de uma terceira guerra mundial e desta vez por água. Países outros já pensam em como vender água potável para outras regiões do planeta. Sendo menos pessimista e cioso de que todo zelo com a água ainda é pouco, mas sem ser alarmista, podemos afirmar que há estudos que comprovam que o volume de água no mundo continua o mesmo e só muda de lugar e qualidade. E não precisa ser especialista no assunto, mas tão somente bom observador para constatar que o ciclo hidrológico é praticamente infinito. Dá-se a evaporação contínua de águas nos mares, oceanos, rios e lagos, além da própria terra e essas retomam em forma de chuvas, já próprias para o consumo dos seres vivos, já que todos, sem exceção, dependemos desse precioso líquido para viver.
Sem que isso seja estímulo ao desleixo, aqui no Brasil somos substancialmente privilegiados em água. Para conhecimento, temos não só o Rio Amazonas e outros de grande porte; temos também aquíferos subterrâneos que em um deles - o Guarani - que só na parte do território brasileiro (Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul) contém cerca de 40 mil quilômetros cúbicos de água, o que equivale a soma de todas as águas contidas em rios e lagos na superfície do planeta. Até no Nordeste que o temos como seco temos aquíferos com substancial volume, suficientes à manutenção regional indefinidamente. Alguns estados dessa região, porquanto bem providos de águas contidas no subsolo, são bons exemplos da nossa afirmação. Padecem apenas pelo descuro crônico das nossas autoridades governamentais ao mal gerir e distribuir essa riqueza aos que por sede sofrem.
Não deve haver, por conseguinte, a preocupação exagerada com a falta de água, pois essa nunca acabará! Preocupados deveríamos estar com o seu melhor gerenciamento. O que nos preocupa é quando ocorre o desperdício por esbanjamento e contaminação, o que reduz substancialmente a quantidade aproveitável e assim constatamos a falta localizada desse precioso e indispensável líquido.
Somos todos igualmente responsáveis e, portanto, zelemos por tudo aquilo que prover ou é concernente a água – nascentes, matas, riachos, rios, lagos, mares e oceanos! É o mínimo que podemos fazer por nós e pelas gerações que nos sucederão.

José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO
hildebertoaquino@yahoo.com.br

quarta-feira, 14 de março de 2012

ECOLOGICAMENTE


A cada interruptor que desligo; a cada torneira que fecho; a cada folha de papel que deixo de imprimir ou não destruo; a cada árvore que não derrubo ou que replanto; a cada incêndio que apago em casa, cidades, campos e florestas; a cada ser vivo que não abato; a cada riacho e rio que refloresto minimamente as suas margens; a cada palmo de terra que não escavo na costumeira ganância por lucros imediatos se não tenho como repor o que extraio; a cada sacola plástica que não uso ou que já não a arremesso ao lixo pós-uso e a devolvo para reutilização; a cada sobra de tudo que consumo e descarto cuidadosamente guarnecida; a cada entulho que não lanço às ruas; a cada dia que deixo o meu carro na garagem por economia e para não poluir mais o ambiente, eu, ao fechar os olhos, lá no fundo da minha consciência aliviada, tranquila, revigorada, é como se ouvisse aplausos, muitos aplausos de todos os cantos, juntos com sorrisos de mais de sete bilhões de seres humanos que ocupam a nossa Terra, inclusive o meu próprio e de outros trilhões de seres vivos, de todas as espécies, a me prestar o justo reconhecimento por ter feito algo, o que for, por quem nos assegura a vida – a Natureza!
E como é bom, reconfortante, partilhar isso com todos! Vejo-os, ouço-os, como que se eu estivesse desfilando perante essa multidão, sentindo-me, aliviado, recompensado, um herói - embora me reconheça igual a todos que sou ou mais insignificante até, mas que nesse momento diferente de alguns porque me conscientizei a tempo como também por acreditar verdadeiramente que é possível fazer algo e que está ao nosso alcance. Utopia, devaneio, loucura, puerilidade? Não! É possível sim!, e ainda é tempo de se parar, descer do nosso patamar de egoísmo, refletir e começar a agir em cada detalhe, a todo instante, insignificante que possa parecer, na mais simples atitude que se reconheça, mas que de efeito positivo, benéfico e multiplicador inestimável.
Cada um é responsável por si e também pelos outros, mas infelizmente poucos têm essa consciência. De uma coisa tenhamos certeza: Todos pagaremos um alto preço se não despertamos e nos mobilizarmos a tempo! Faça a sua parte agora, já, posto que nunca é tarde para começar e todos agradeceremos!

José HILDEBERTO Jamacaru de AQUINO
hildebertoaquino@yahoo.com.br